Chãos no Céu: Restauração Urbana pelas Coberturas, Telhados e Lajes de São Paulo
O projeto “Chãos no Céu: Regeneração Urbana pelas Coberturas, Telhados e Lajes de São Paulo” convida o público a olhar para cima e redescobrir o potencial socioambiental das coberturas urbanas, espaços frequentemente subutilizados, fragmentados e de uso privado. A iniciativa integra a programação da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que neste ano tem como tema “EXTREMOS: Arquiteturas para um Mundo Quente”, propondo reflexões sobre os desafios e possibilidades da arquitetura em um cenário de crise climática.
As cidades concentram população, infraestrutura e consumo, tornando-se palco central dos impactos climáticos. Em bairros centrais, como Pinheiros e Bela Vista, as ilhas de calor aumentam a dependência de energia para resfriamento. Em periferias, como Brasilândia ou Paraisópolis, chuvas intensas e construções precárias evidenciam a desigualdade urbana e a vulnerabilidade das pessoas.
Pensadas em rede, as coberturas podem funcionar como infraestrutura verde-azul, promovendo resiliência urbana, redução de calor, captação de água da chuva e aumento da biodiversidade.
Soluções exploradas pelo projeto:
- Telhados verdes intensivos: arbustos e árvores pequenas; redução de ilha de calor, captação de água e biodiversidade.
- Telhados verdes extensivos: gramíneas e suculentas; redução de calor com baixa carga estrutural.
- Telhados verdes-azuis: vegetação combinada com reservatórios de água; economia hídrica e biodiversidade.
- Hortas em coberturas: segurança alimentar, empregos verdes e biodiversidade.
O conceito de função socioambiental das coberturas mostra que esses espaços têm valor coletivo: não são apenas parte do imóvel, mas contribuem para o ecossistema urbano. Ele orienta políticas públicas e ações regulatórias, como destinar as coberturas a usos sustentáveis, criar fundos municipais e integrar esses espaços à infraestrutura verde-azul da cidade.
Mais do que superfícies de concreto, os telhados podem ser protagonistas na transformação urbana, conectando arquitetura, natureza e justiça climática. Do céu ao chão, é possível povoar a cidade com espaços mais vivos, verdes e vibrantes.
Concepção:
ZeroCem /
Fernando Mello Franco
Giselle Mendonça
Alexandre Fontenelle
Fernando Túlio
Colaboração com a pesquisa:
Alexandre Fontenelle-Weber
Bárbara Frutuoso
Fernando de Mello Franco
Giselle Mendonça Abreu
João Guimarães
Rafael Chasles
Riciane Pombo
Equipe de Comunicação
Jade Borges
Animação e Design Gráfico:
Fabio Riff
Juliana Bucaretchi
DURAÇÃO
2025