Linhas de Ação
Instrumentos para qualificar os territórios urbanos por meio de planejamento integrado, governança multinível e justiça socioambiental
Urbanização
Propõe uma lente de análise sobre as dinâmicas de planejamento e operacionalização de políticas urbanas, a partir de uma compreensão multinível dos territórios.
Direcionamos o nosso olhar para os grandes desafios da urbanização sustentável no contexto brasileiro:
- A articulação entre municípios a partir de dinâmicas regionais e metropolitanas e o papel desempenhado pelo governo federal e governos estaduais nestas tentativas de coordenação;
- O esforço de integração entre planejamento urbano e propostas setoriais, como mobilidade, habitação, resíduos, áreas verdes e as estratégias crescentes de ação climática local;
- A perspectiva intramunicipal e a necessidade de desenvolver ferramentas de análise sensíveis às desigualdades socioespaciais dentro de um mesmo contexto urbano.
Restauração
Articula uma proposta de repensar a relação entre ambiente natural e ambiente construído a partir de estratégias de impulsionamento dos serviços ecossistêmicos na perspectiva dos territórios, por meio da ampliação de infraestrutura verde-azul e soluções baseadas na natureza.
O trabalho de investigação e formulação de propostas considera a necessidade de pensar as intervenções desde a dimensão do lote e da edificação até a sua articulação em rede em nível de vizinhança, municipal e regional, buscando documentar os seus impactos e benefícios, desenvolver cenários e projeções, e identificar os possíveis avanços legislativos, regulatórios e no desenho de políticas públicas.
Governança
Posiciona as dinâmicas de interação entre atores e instituições como elementos-chave para o sucesso das estratégias de planejamento, políticas públicas e iniciativas de ação e incidência.
Para tanto, busca refletir e traçar propostas de articulação de redes em dimensão multinível com capacidade de potencializar recursos e habilidades existentes e capilarizar a disseminação de conhecimento, dados e recomendações “de cima para baixo” e “de baixo para cima”. Também aponta a necessidade de criação e fortalecimento de sistemas de informação, monitoramento e avaliação, trabalhando com dados abertos, transparência e publicidade.
Participação
Coloca em destaque a necessidade de ampliação da participação social democrática ao identificar o valor intrínseco da mobilização da sociedade civil organizada, cidadãos e atores sociais, reconhecendo a importância de uma abordagem interseccional atenta a marcadores de raça, gênero, renda, origem territorial, entre outros.
Propõe a ampliação de estratégias de articulação entre as iniciativas comunitárias e as estratégias de planejamento e políticas públicas, através ferramentas como a deliberação cidadã, a multiplicação de espaços de diálogo, o desenvolvimento de metodologias ativas e lúdicas, a qualificação da presença em fóruns de formulação e acompanhamento das iniciativas estatais, e a formalização de reivindicações por meio da litigância estratégica.